Como configurar e otimizar seu roteador Multilaser para ter a melhor internet

Ter uma conexão estável e veloz deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade básica. Seja para o home office via VPN, para maratonar séries ou simplesmente controlar os dispositivos da casa inteligente, tudo depende daquela rede invisível que atravessa as paredes. No entanto, quando o sinal oscila ou a velocidade cai, a frustração é imediata. Se você acabou de adquirir um roteador da Multilaser — marca conhecida por modelos com excelente custo-benefício, como o Cosmo e o AC1200 — o primeiro passo é realizar uma configuração precisa, seja pelo computador ou pelo celular.

Passo a passo para a instalação técnica

Para começar a navegar, a parte física precisa estar correta. O roteador Multilaser geralmente apresenta portas com cores distintas; conecte o cabo de rede que vem do seu modem diretamente na porta WAN. Em seguida, use outro cabo de rede para ligar uma das portas de saída (LAN) ao seu notebook. Caso prefira fazer pelo celular, basta se conectar à rede Wi-Fi padrão que o aparelho emitirá assim que for ligado.

Com a conexão estabelecida, abra o navegador e digite o endereço IP 192.168.0.1. Para acessar o painel de controle, a Multilaser utiliza a senha padrão “Admin”. Uma vez dentro da interface, a recomendação é selecionar a opção de IP Estático. É neste momento que você define a identidade da sua rede: escolha um nome para o Wi-Fi (SSID) e crie uma senha segura, que deve ter entre 8 e 63 caracteres.

Para que a navegação flua sem gargalos, preencha os dados de rede conforme as especificações técnicas: no campo endereço WAN, utilize 192.168.11.2 com a máscara de sub-rede 255.255.255.0. O Gateway deve ser configurado como 192.168.11.1. Quanto aos servidores DNS, uma boa prática é usar o principal 177.54.235.195 e o secundário 8.8.8.8 (o DNS do Google), garantindo respostas mais rápidas nas buscas. Não esqueça de clicar em “Guardar” para que as alterações entrem em vigor.

Localização estratégica: o segredo de um sinal forte

A configuração no sistema é apenas metade do trabalho. O local onde você posiciona o aparelho influencia diretamente na qualidade do sinal que chega ao seu smartphone ou TV. Muita gente comete o erro de esconder o roteador atrás da televisão ou dentro de armários por questões estéticas, mas isso cria barreiras físicas desnecessárias.

O ideal é buscar um ponto central da casa e, preferencialmente, manter o roteador em um local alto, como uma prateleira. Se você mora em um apartamento pequeno, um único ponto de acesso costuma dar conta, mas casas grandes ou com vários andares podem exigir um sistema Mesh ou repetidores. Lembre-se: quanto mais centralizado, menor a chance de seus vizinhos “roubarem” parte do sinal por interferência e maior será a segurança da sua rede.

Inimigos do Wi-Fi e cuidados com o hardware

Existem interferências invisíveis que podem destruir sua experiência de navegação. O maior vilão doméstico é o forno de micro-ondas, que opera em uma frequência muito próxima aos 2,4 GHz do roteador. Tente manter uma distância segura entre esses aparelhos. Além disso, outros eletrônicos, como impressoras sem fio e monitores antigos, também podem causar ruídos na rede.

A durabilidade do seu roteador Multilaser depende de cuidados simples. Evite lugares abafados para prevenir o superaquecimento e mantenha o firmware sempre atualizado para corrigir falhas de segurança. Outro ponto crucial: em dias de tempestades com muitos raios, o mais prudente é retirar o equipamento da tomada. Descargas elétricas são fatais para os componentes sensíveis desses aparelhos. Com o hardware protegido e bem posicionado, sua internet terá muito mais estabilidade e fôlego para o dia a dia.

A Ofensiva da Xiaomi: Do Poder Bruto do Poco F8 Ultra à Elegância do Civi 3

A Xiaomi, gigante chinesa de tecnologia, parece decidida a dominar todas as pontas do mercado de smartphones, adotando estratégias distintas para públicos diferentes. Recentemente, a marca tem chamado a atenção por movimentos ousados que variam desde a redefinição do conceito de “flagship acessível” com a sua subsidiária Poco, até o refinamento estético e focado em selfies da linha Civi. Ao analisarmos os detalhes desses lançamentos, fica claro que a empresa não está para brincadeira, seja mirando nos entusiastas de performance ou nos amantes de design.

O Novo Peso-Pesado: Poco F8 Ultra

Começando pelo que há de mais robusto, a Poco, tradicionalmente conhecida por seus aparelhos focados em custo-benefício, está mudando de patamar. O lançamento do Poco F8 Ultra marca a entrada definitiva da subsidiária no território dos topos de linha. Custando cerca de £749, ele chega para desafiar diretamente gigantes como o Pixel 10, o Galaxy S25 e o iPhone 17. O mais impressionante é que, em várias áreas cruciais, ele oferece uma experiência até mais premium que esses rivais consagrados.

Após testes intensivos por mais de três semanas, a sensação é de que este pode ser o “breakthrough” que muitos esperavam no segmento de flagships mais acessíveis. O design é um ponto alto, especialmente na versão “Denim Blue”. Embora não seja jeans de verdade, o acabamento em plástico reforçado com fibra reproduz com fidelidade a textura do tecido, algo que, sinceramente, é um dos visuais mais descolados já vistos em um celular. Além da estética, há proteção real: a certificação IP68 garante resistência à poeira e submersão em água doce por até 30 minutos, um alívio para quem gosta de levar o aparelho para a praia ou piscina.

Multimídia e Desempenho Exagerado

No entanto, toda essa proteção e tecnologia cobram seu preço na ergonomia. O F8 Ultra é um aparelho “parrudo”, com 8,3 mm de espessura e pesados 220 gramas, o que pode tornar o manuseio desconfortável em sessões longas. Mas o que ele perde em leveza, compensa em entretenimento. O sistema de som, ajustado pela Bose, é possivelmente o melhor já colocado em um smartphone, contando com dois alto-falantes dedicados e um subwoofer na traseira. O áudio é rico, encorpado e com graves profundos, dispensando caixas de som externas em ambientes pequenos.

Sob o capô, o aparelho voa. Equipado com o novíssimo chipset Snapdragon 8 Elite Gen 5 e opções de até 16 GB de RAM, o desempenho é estelar. A tela de 6,9 polegadas, com taxa de atualização de 120Hz e pico de brilho de 3500 nits, garante visibilidade perfeita mesmo sob sol forte, embora a falta da tecnologia LTPO (que permitiria baixar a frequência para menos de 60Hz) seja um detalhe técnico que o separa da perfeição absoluta.

O Contraponto Leve e Estiloso: Xiaomi Civi 3

Se o Poco F8 Ultra é um monstro de desempenho e tamanho, a Xiaomi oferece uma resposta completamente oposta para quem prioriza leveza e elegância: o Xiaomi Civi 3. Diferente da “tijolada” do modelo Ultra, o Civi 3 aposta em um perfil esbelto, com apenas 7,56 mm de espessura e pesando amigáveis 173,5 gramas. É um aparelho desenhado para caber no bolso e na mão com muito mais facilidade.

A ficha técnica deste modelo revela um equilíbrio interessante. Ele roda o Android 13 sob a interface MIUI 14 e é impulsionado pelo processador MediaTek Dimensity 8200 Ultra. Trata-se de um chipset octa-core competente, combinando um núcleo Cortex-A78 de 3.1 GHz com outros três de 3.0 GHz e quatro núcleos de eficiência, apoiado por 12 GB de RAM e generosos 512 GB de armazenamento interno (infelizmente não expansível).

Foco em Imagem e Conectividade

A tela do Civi 3 é um painel AMOLED de 6,55 polegadas com resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels) e taxa de atualização de 120Hz, protegida por Gorilla Glass 5. A densidade de 402 ppi e o suporte a mais de 16 milhões de cores garantem uma experiência visual vibrante. Mas o grande trunfo aqui é o conjunto de câmeras. Na traseira, temos um sensor principal de 50 Mp (f/1.77) com estabilização óptica, acompanhado de uma ultrawide de 8 Mp e uma macro de 2 Mp, capazes de gravar em 4K.

Entretanto, o destaque costuma ser a parte frontal. O Civi 3 inova com um sistema duplo de câmeras de selfie: dois sensores de 32 Mp (um f/2.0 e outro f/2.4 com ângulo de 120º), permitindo fotos com detecção facial aprimorada, HDR e até gravação em 4K a 30fps na frente, algo raro mesmo em modelos mais caros. Tudo isso é alimentado por uma bateria de 4500 mAh do tipo LiPo e um pacote completo de conectividade, incluindo 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3, NFC e um sensor de impressão digital sob a tela.

No fim das contas, a estratégia da Xiaomi fica evidente: enquanto a linha Poco tenta desbancar os grandes flagships na força bruta e no som, a linha Civi 3 mantém o charme, focando em quem produz conteúdo, ama selfies e prefere um dispositivo que não pese tanto no dia a dia.

A próxima geração se aproxima: indícios da estreia global do Xiaomi 17

A movimentação nos bastidores da Xiaomi sugere que a gigante chinesa está pronta para dar o próximo grande passo em sua linha de smartphones. Após o lançamento inicial na China em setembro, o aguardado Xiaomi 17 prepara-se para cruzar fronteiras. Indícios recentes apontam para um lançamento global iminente, contrariando rumores anteriores e sugerindo que o aparelho chegará ao mercado internacional mais cedo do que o previsto.

Uma das provas mais concretas dessa expansão foi a aparição do dispositivo no banco de dados da NBTC (Comissão Nacional de Radiodifusão e Telecomunicações) na Tailândia. Identificado pelo número de modelo 25113PN0EG, a certificação não apenas confirma a nomenclatura “Xiaomi 17”, mas também assegura sua disponibilidade no mercado tailandês.

O desempenho promete ser um divisor de águas. Testes de benchmark no GeekBench revelaram que este modelo compacto premium virá equipado com o novíssimo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm. O chipset trabalhará em conjunto com 12 GB de RAM — a mesma configuração de entrada da versão chinesa — e rodará o sistema operacional Android 16 sob a interface personalizada HyperOS 3. A empresa também está testando a build HyperOS 3.0.34.0 na série 17 Pro, que trará novidades interativas, como o papel de parede “Sugar Cube” para o display secundário.

Expectativas para o futuro Ultra e edições especiais

Enquanto o modelo base ganha as manchetes, a versão mais robusta da família também está no radar. O Xiaomi 17 Ultra deve fazer sua estreia em breve, com pré-vendas especuladas para começarem no dia 15 de dezembro de 2025. Além disso, há rumores de que a edição especial Xiaomi 17 Leica Lietzphone chegará ao mercado europeu num futuro próximo.

Essa expectativa em torno da linha 17, especialmente das variantes Ultra, não é infundada. Ela se apoia no legado de inovação estabelecido pelo seu antecessor direto, o Xiaomi 14 Ultra, que consolidou a reputação da marca no segmento de fotografia mobile de alto desempenho.

O legado fotográfico estabelecido pelo Xiaomi 14 Ultra

Para entender o nível de exigência que recai sobre a nova geração, é fundamental revisitar o que o Xiaomi 14 Ultra entregou ao mercado. Lançado como um verdadeiro “monstro” da fotografia, o aparelho de 2024 chegou com especificações que elevaram a barra da indústria. Seu grande destaque foi o sensor principal de uma polegada da Sony (o LYT-900) com 50 megapixels, ostentando um sistema de abertura variável que ia de f/1.63 a f/4.0, permitindo um controle de luz e profundidade de campo excepcional.

O compromisso com a fotografia era tão sério que a Xiaomi ofereceu um kit fotográfico dedicado. Esse acessório transformava a ergonomia do celular, aproximando-o de uma câmera profissional, com botões físicos para o obturador e ajustes de ISO e abertura, além de incluir uma bateria extra de 1.500 mAh.

O conjunto óptico não parava por aí. Além do sensor principal, o 14 Ultra trazia outras três câmeras de 50 megapixels: uma telefoto com zoom óptico de 3,2x, uma lente periscópio com zoom óptico de 5x e um sensor ultrawide com campo de visão abrangente de 122 graus.

Potência e autonomia que ditaram o padrão

Sob o capô, o 14 Ultra era alimentado pelo processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3 — o antecessor direto da linha que equipará o Xiaomi 17. A experiência visual era garantida por uma tela de 6,73 polegadas com resolução 1440p, taxa de atualização de 120 Hz e um brilho máximo impressionante de 3.000 nits, tudo isso protegido pela classificação IP68 contra água e poeira.

Em termos de energia, o dispositivo contava com uma bateria de 5.300 mAh, suportando carregamento rápido de 90W via cabo e 80W sem fio, números que demonstram como a Xiaomi sempre priorizou a velocidade de recarga em seus flagships.

Quando chegou ao mercado chinês, o 14 Ultra teve seu preço fixado em 6.499 yuans (aproximadamente R$ 4.470 na cotação da época) para a versão de 12 GB de RAM. Já a edição especial de titânio alcançava os 8.799 yuans (cerca de R$ 6.054). Agora, com a chegada iminente da linha 17 e seus avanços em IA e processamento, resta saber como a Xiaomi posicionará seus novos preços e se conseguirá superar o alto padrão de qualidade que ela mesma estabeleceu.

Aliança inédita entre Apple e Google promete revolucionar a troca de smartphones

Em um movimento raro no mercado de tecnologia, Apple e Google decidiram unir forças para resolver uma das maiores dores de cabeça dos consumidores: a migração de dados entre os sistemas operacionais iOS e Android. Essa colaboração, que marca uma mudança significativa na postura das duas gigantes, visa integrar nativamente a transferência de informações, eliminando a necessidade de aplicativos de terceiros e facilitando a vida de quem deseja trocar de aparelho. A novidade chega em um momento onde a longevidade dos dispositivos, como o popular iPhone XR, mantém os usuários ativos em seus ecossistemas por anos, tornando a decisão de troca ainda mais complexa.

O fim da dependência de aplicativos externos

Até o momento, a transição entre plataformas dependia de soluções isoladas e, muitas vezes, pouco práticas, como o aplicativo “Move to iOS” da Apple ou o “Android Switch” do Google. A proposta atual é aposentar essas ferramentas. Segundo informações preliminares, a nova funcionalidade será incorporada diretamente ao processo de configuração inicial dos dispositivos. Indícios dessa tecnologia já foram encontrados em uma versão “Canary” do Android e espera-se que surjam também em futuras versões beta do sistema da Apple, identificadas nos relatórios como iOS 26.

A promessa é de uma transferência de dados fluida e sem interrupções, suportando uma gama maior de tipos de arquivos que, historicamente, eram difíceis ou impossíveis de migrar. O objetivo é permitir que o usuário ligue seu novo smartphone e traga todo o seu conteúdo digital do sistema concorrente sem precisar baixar softwares adicionais.

A relevância do hardware no contexto da mudança

Para entender o impacto dessa mudança, é preciso olhar para o hardware que os consumidores utilizam. O iPhone XR, por exemplo, continua sendo uma referência de dispositivo robusto que segura o usuário no ecossistema da Apple. Lançado com o sistema operacional iOS 13 e equipado com o poderoso chipset Apple A12 Bionic de 64 bits, o aparelho conta com um processador de seis núcleos — divididos entre performance (Vortex) e eficiência (Tempest) — e 3 GB de memória RAM, garantindo desempenho fluido mesmo anos após seu lançamento.

Quem possui um modelo desses e considera migrar para o Android, ou vice-versa, lida com uma quantidade massiva de dados acumulados. O XR oferece opções de armazenamento de até 256 GB, espaço suficiente para milhares de fotos capturadas por sua câmera traseira de 12 megapixels, capaz de gravar vídeos em resolução 4K a 60 quadros por segundo. A estabilização ótica e o foco por toque garantem imagens nítidas, exibidas em uma tela IPS LCD de 6.1 polegadas com resolução de 828 x 1792 pixels. Transferir esse volume de mídia de alta qualidade sempre foi um gargalo que a nova parceria pretende eliminar.

Especificações técnicas e a complexidade dos dados

A complexidade da migração não se resume apenas a fotos e vídeos. Um smartphone moderno como o iPhone XR é um centro de conectividade e sensores. Ele opera com uma bateria de lítio de 2942 mAh, capaz de sustentar até 1500 minutos de conversação, e abriga tecnologias como NFC, Bluetooth 5.0 e um sistema de GPS completo (A-GPS, GLONASS e Galileo). Além disso, o dispositivo conta com sensores avançados, incluindo acelerômetro, giroscópio, barômetro e o sistema de reconhecimento facial.

Garantir que as configurações, preferências e dados gerados por esses componentes sejam traduzidos corretamente ao mudar para um ambiente Android é o grande desafio técnico que Apple e Google estão enfrentando. A proposta é que, ao sair de um aparelho com essas especificações, o usuário não sinta que perdeu a integração ou o histórico de uso de seus sensores e conectividade.

Pressão regulatória impulsiona a cooperação

Apesar de parecer um gesto de boa vontade, essa aproximação entre as concorrentes não acontece por acaso. Autoridades reguladoras ao redor do mundo têm aumentado a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia, investigando se as dificuldades impostas na troca de sistema operacional configuram práticas anticompetitivas para prender o usuário em um único ecossistema. Facilitar a interoperabilidade é, portanto, uma estratégia defensiva para mitigar riscos de sanções e investigações mais profundas. Independentemente da motivação, o resultado final beneficia diretamente o consumidor, que ganha liberdade para escolher seu próximo dispositivo baseando-se na qualidade do produto, e não na dificuldade de sair da plataforma atual.

Entre o passado e o futuro: a viabilidade do iPhone 11 e os rumores do inédito dobrável da Apple

O mercado de smartphones da Apple vive um momento curioso de contraste. Enquanto consumidores ainda buscam o iPhone 11 como uma porta de entrada acessível para o ecossistema da marca, os olhares da indústria já se voltam para 2026, com vazamentos indicando mudanças radicais na arquitetura dos aparelhos, incluindo o tão aguardado iPhone Fold. Analisar o cenário atual exige ponderar se o hardware de 2019 ainda sustenta o uso cotidiano frente às inovações que prometem extinguir até mesmo o chip físico dos celulares.

O dilema do hardware veterano

Para quem considera adquirir um iPhone 11 em 2024, a análise da ficha técnica revela limitações claras impostas pelo tempo. O aparelho ostenta uma tela LCD de 6,1 polegadas que, embora funcional, perde em vivacidade e contraste para os painéis OLED presentes nas gerações mais recentes. A resolução de 1792 x 828 pixels também fica consideravelmente atrás dos padrões atuais, como os 2556 x 1179 pixels encontrados no iPhone 16.

Visualmente, o modelo ainda conversa com a linguagem de design atual, mantendo o módulo de câmeras quadrado e laterais arredondadas que lembram o iPhone 15, mas peca pelo entalhe (notch) de grandes proporções, reduzindo o aproveitamento útil do display. No departamento de fotografia, os dois sensores de 12 megapixels — sendo um deles ultrawide — entregam resultados satisfatórios para redes sociais, mas não competem com a nitidez dos sensores de 48 megapixels que equipam os lançamentos modernos.

Desempenho e o fim da linha nas atualizações

Sob o capô, o chip A13 Bionic demonstra uma resiliência notável, rodando a maioria dos aplicativos e jogos com fluidez aceitável para o usuário médio. No entanto, as restrições de conectividade pesam: o modelo está limitado ao 4G, ficando de fora da revolução do 5G. Além disso, a bateria, que promete cerca de 17 horas de reprodução de vídeo, já não impressiona quando comparada às 22 horas de autonomia do iPhone 16.

O fator decisivo, todavia, é o software. Lançado com iOS 13 e atualizado até o iOS 18 em 2024, o aparelho caminha para a obsolescência. Completando seis anos de mercado em 2025, é improvável que o iPhone 11 receba o iOS 19. Essa falta de perspectiva corta o acesso a novos recursos — o modelo já não suporta o Apple Intelligence — e, eventualmente, resultará na incompatibilidade com aplicativos essenciais. Diante disso, a recomendação de mercado aponta para modelos como o iPhone 13 ou 14, que oferecem uma longevidade superior.

A aposta no futuro dobrável e o fim do SIM físico

Enquanto o iPhone 11 se despede, a Apple prepara o terreno para sua nova era. Rumores recentes, corroborados pelo informante Instant Station na rede social Weibo, sugerem que o iPhone Fold, previsto para 2026, poderá adotar um design exclusivamente eSIM, eliminando de vez a bandeja para chips físicos. Essa transição deve começar já em 2025 com o lançamento do iPhone Air, modelo que servirá como um “balão de ensaio” estratégico para as tecnologias que integrarão o primeiro dobrável da empresa.

A estratégia de remover o SIM físico não é apenas estética. A mudança libera um espaço precioso no interior do dispositivo, permitindo a inclusão de baterias maiores e sistemas de resfriamento mais eficientes — melhorias cruciais para um aparelho que, teoricamente, empilhará dois painéis semelhantes aos do iPhone Air.

Desafios de mercado e expectativas de lançamento

A transição para o eSIM, contudo, pode gerar atrito inicial. Embora mercados como a Índia já tenham suporte consolidado para a tecnologia, a China — um dos maiores consumidores da Apple — representará o grande teste de aceitação e demanda. Apesar das vendas possivelmente modestas previstas para o iPhone Air, ele pavimentará o caminho tecnológico para o Fold.

A expectativa é que o iPhone Fold seja anunciado juntamente com a linha iPhone 18 Pro em 2026. Como é típico de tecnologias de primeira geração na Apple, o preço deve ser premium, refletindo tanto a inovação da tela dobrável quanto as melhorias de hardware possibilitadas pelo novo design interno. À medida que a data se aproxima, novos vazamentos devem detalhar como a gigante de Cupertino pretende unir design refinado e funcionalidade, transformando o Fold em um dos dispositivos mais aguardados da década.